Quarteto Coração de Potro

Santo da Gaita

Da gaita do santo escuto o chamado
E eu por teatino rumeio pra o culto
Me ajoelho no altar e benzo pra o culto
Que neste santuário pra o pampa é sagrado
O tempo que abriga apego e anseios volteio
Pra farra quem anda perdido

E busca um caminho bailando um rasguido
E a gaita do santo como um ganho floreio
E aqui que eu confesso o que trago de berço
Algo que se apotra e assim me permite
Que eu faça um costado a quem mais
Acredite que tapa de grito faz parte do terço

Em sinal de respeito a imagem baguala
Tapeio o chapéu e arrasto as choronas
Que o santo da gaita golpeia a cordeona
Pra reza de um xucro no meio da sala

A gaita se espira e o santo atropela
Floreando o sermão pela farra que pulsa
Aonde a mais linda requinta escramuça
E eu me palanqueio costeado por ela

Eu sou seguidor porque a fé me condena
Vim aqui pagar uma graça alcançada
Pois nao fosse o santo da gaita abençoada
Eu nao tinha me visto em teus olhos morena (2x)

Eu pedi pro santo pra que me proteja
E o que me desvia nao seja pecado
Por eu ser devoto eu tenho bailado
Conforme o que creio pede que assim seja
Escutei na gaita que sempre os tirando
Sustenta o que chora quando vem golpeada

E quem se abaguala nao perde a volteada
E a que vem se bombeando jamais da carão
E por isso que assim imploro pra deus que escute
O chamado da gaita do santo o rasguido que ecoa
Levando este canto tem fé e esperança que é minha e dos meus
Por aqui segue o baile bem mais macharrona a fé do mensual
Que um floreio embuçala pra reza de um xucro no meio da sala
Onde o santo da gaita golpeia a cordeona

A gaita se espira e o santo atropela
Floreando o sermão pela farra que pulsa
Aonde a mais linda requinta escramuça
E eu me palanqueio costeado por ela

Eu sou seguidor porque a fé me condena
Vim aqui pagar uma graça alcançada
Pois nao fosse o santo da gaita abençoada
Eu nao tinha me visto em teus olhos morena

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