Padre Zezinho

Sem perder a ternura

Quando eu canto este meu canto sussurrado,
Mergulhado na contemplação,
Vem alguém dizer que eu sou alienado,
Que eu não luto pelos meus irmãos.

Quando eu sinto o coração ficar cansado,
Canto um canto de libertação.
Vem alguém dizer que agora estou mudado,
Que meu canto não conduz à oração.

Ensina-me, Senhor, a falar como profeta,
Que em meus lábios a palavra seja pura.
Ensina-me a gritar a verdade mais inquieta,
Sem, jamais, perder a paz e a ternura.

Amém, amém, amém!

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