Igor Mago

Grito em Silêncio

Eu grito em silêncio, teu nome!
Pra o teu ouvido implorar minha voz.
Voz que te arrepia, som que te consome,
Te força todo dia a lembrar de nós!

É pedaço de amor,
Rebento de saudade,
Um calo de felicidade,
A machucar teu coração.
Rajada de calor,
Que no teu corpo invade,
Dando uma surra de vaidade,
No frio da objeção,
E nessa objetividade,
Se faz de maluca,
Não sabe sair da sinuca,
E tenta se enganar.
Mas eu te mostro a verdade,
Te apertando a nuca,
Cê cai na minha arapuca,
Quero ver não me beijar.

É como querer que o dois,
Não seja um mais um,
Depois me fica sem nenhum,
Me chamando pra somar,
Aí divide tudo sem motivo algum,
E nesse erro incomum,
Acaba sem multiplicar,
E nessa multiplicidade,
Não dá sinal verde,
Chora no canto da parede,
Sem conseguir enxergar,
Que esse veneno que tu toma,
Pra matar a sede,
É pra morrer na minha rede,
Implorando pra eu pescar.

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