Chico Rey e Paraná

Filho do Mato

Um rastro de boiada sobre o capim batido
Lá na curva da estrada um berrante doído
Um grito de peão
E o meu coração ta feito um boi perdido.

Quem tem o chão na veia, quem tem raiz no chão
Morando na cidade mistura saudade com alucinação.
Quem é filho do mato chama o mato de pai
Quem vice na saudade
Só vai na verdade onde a saudade vai.

Meu coração menino brinca de ser valente
No piso na varanda que descansa essa mente
Ao som de uma viola
Que por deus consola a solidão da gente.

Botei a mão pra fora senti pingar na palma
Parece que deus sabe que a chuva me acalma
E esmo aqui distante
Um pingo é bastante pra lavar minh'alma.

E se chover mais forte vira enxurrada
Que leve a minha sorte pela mais longa estrada
Que seja compreendida
A lição que da vida não se leva nada.

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