Carlos Galhardo

Meus Oito Anos

Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais

Que amor, que sonhos, que flores
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
De baixo dos laranjais

Como são belos os dias
Do despontar da existência
Respira a alma inocência
Como perfumes a flor

O mar é um lago sereno
O céu um manto azulado
O mundo um sonho dourado
A vida um hino de amor

Oh dias da minha infância
Oh meu céu de primavera
Que doce a vida não era
Nesta risonha manhã

Em vez das mágoas de agora
Eu tinha nessas delícias
E minha mãe as carícias
Que beijo dei minha irmã

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