Carlos Galhardo

Apenas tu

Pelos jardins fatais do amor
Em ânsias loucas
Desabrocharam para mim
Formosas bocas
Bocas divinas eu beijei
Mas as mulheres que eu amei
Para a grandeza do meu sonho
Foram poucas...

No meu viver não foram mais
Do que o presente
Apenas tu, ficaste indefinidamente
Raio de sol a iluminar
Numa saudade singular
As minhas tristes noites sem luar
Quando a luz dos teus olhos azuis
Inundou os meus olhos de luz

A aridez do meu triste caminho
Abriu-se em rosais sem espinho
O teu nome é uma terna canção
Uma linda e sublime oração
Que eu vivo a rezar bem baixinho
Oh, dona do meu coração!

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