Bezerra da Silva

Zebu

Chamam ele de Zebu
Ele sabe e pergunta porque é
É que o malandro todo dia curte
No seu cortiço com a sua mulher

O Zebu sai de casa às cinco horas
O esperto chega logo as cinco e dez
Veste logo o seu pijama
Em seu chinelo mete os pés
Quando ela serve o café da manhã
É ovos afogados na manteiga
Depois ele deita e rola
Na cama com a sua nêga

Chamam ele de Zebu...

As quatro da tarde ele larga
Fica bebendo pela rua pra não dar flagrante
Diz que o povo é que fala demais
E a humanidade é ignorante
Por sua preta põe a mão no fogo
Dizendo que ela é pura e honesta
Mais a cada dia que passa
Nasce mais um negócio na sua testa

Chamam ele de Zebu...

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