Ataíde e Alexandre

Filho Sertanejo

Sou filho de sertanejo cresci na lida do gado
Ginete de camperiadas montando em cavalo bravo
Nascido no interior amigo dos meus amigos
Amantes das tradições que sempre carrego comigo
Poeira de muita estrada em que boiadeiros passaram
E a cruz que ficou marcada onde tantos outros choraram
A morte de um companheiro sina cruel dessa vida
Berrante que chora e canta tristeza na despedida

Cabelo solto ao vento eu sou o tempo que passa
Levando pra outras terras vestígios da minha raça
Se hoje vivo distante de que fui quando menino
Me sinto muito orgulhoso por ter tido esse destino
Tão distante boiadeiro pelos rincões deste mundo
Sou rastro de boi carreiro marcando forte e profundo
Os rumos da minha vida pela herança de um povo
Que deixou suas raízes presas no filho mais novo

Sou essa voz bem criola que sai do canto, chorado
Pela mudança dos tempos pelo progresso alcançado
O carro de boi trocado por caminhões e tratores
Um grito de dor calado no peito dos lavradores
Quem foi um dia bonança nunca será tempestade
Quem nasce livre no campo nunca será da cidade
Sou filho de sertanejo heróI de muitas batalhas
Que sente na carne o corte dos anos feitos navalha.

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