A Ponte

Sanguessugas no Armário

Sanguessugas no Armário

Tribos canibais, florestas de pedra, tem indiozinhos bomba por aqui!
Alguém tirou meu sono, alguém levou o meu jornal!
Tem gente muito estranha aqui querendo me escravizar!
E querem minhas ideias e querem meu sorriso.
Ninguém é dono de ninguém, não sou capaz de aceitar
Esse jogo de sordidez e essa maldade limpa.
O ar aqui é cinza e o céu era tão belo azul anil!
Agora tudo é fosco e fora de controle.
É tarde para olhar pra trás não pra seguir em frente.
Tudo que vejo é insegurança e impunição.
Tem terroristas no jardim!
Tentaram ver meus planos, tentaram persuadir o meu prazer
Envenenando meus pulmões com nicotina.
Levaram nossos pais e agora é nossa vez.
Não tenho mais medo, não tenho mais nada,
Perdi os meus sentidos e tentei me controlar.
Tragédias radioativas e uma dose de lixo industrial!
Desesperançar a juventude, desfortalecer o nosso coração,
Desumanizar o que há de melhor, não vou permitir, agora é pra valer!
Ninguém é dono de ninguém e não soubemos aprender.
Ninguém é dono de ninguém, você tentava me explicar.
Ninguém é dono de ninguém, jamais pensei em te prender.
Ninguém é dono de ninguém, você tentou me dominar.

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